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Capítulo 3 Um sentimento diferente.
Capítulo 2 Um sentimento diferente. Zayn toma um banho morno. A água tira a espuma do corpo bronzeado pelo sol do Oriente. O Sheik tem um físico de arrancar suspiros das mulheres, e seu membro é bem avantajado, algo de que pode se gabar, do jeito que as gulosas gostam. Se não estivesse esperando aquele ser imprestável trazer a jovem ruiva, estaria no clube se enterrando no meio das pernas de uma bela dama. Ou de várias. Mas a vontade de proteger a mocinha fala mais alto. Poderia, sim, ter deixado seu segurança os aguardando e ir se satisfazer, porém, algo dentro de seu ser lhe diz que deve esperar. Termina o banho, coloca um roupão, segue para o quarto, veste uma roupa bem fresca e anda descalço pelo apartamento até a cozinha, onde toma um copo de chá gelado. Zayn até ponderou tomar um café bem quente, mas precisa esfriar seu corpo, pois não quer que a jovem se assuste com a raiva fervente que está do maldito traficante. Na sala, aguarda olhando pela janela. Em poucos dias, irá se mudar para o resort. Lá é muito mais agradável, tanto a casa quanto o clima, pois Zayn não gosta muito de morar em apartamento. Olha para o relógio na parede, está começando a ficar impaciente. São quase onze da noite e nada daquele ser aparecer. Se der meia-noite e a jovem não estiver em seu apartamento, Zayn o caçará, e não sobrará nada de seu corpo fedorento. Passado algum tempo, olha novamente para o relógio na parede. Faltam dez minutos para começar a caça. Segundos após seus pensamentos, escuta vozes no corredor. Um de seus seguranças entra no apartamento empurrando o traficante, enquanto outro carrega o corpo desmaiado da jovem, que está toda suja. Desesperado e cheio de receio por talvez ter passado da meia-noite, o traficante começa a tagarelar: — Senhor, não me mate... Por favor... — Ajoelhando à sua frente enquanto implora. Mas Zayn nem ao menos o escuta. Fica parado, petrificado, no mesmo lugar. Observa o corpo da jovem, algo se acende em seu interior. Apesar de estar encapuzada, cheia de fuligem e sujeira, a beleza do contorno de seu corpo atiça uma labareda há muito tempo adormecida. Sem entender o porquê está se comportando desse jeito, aproxima-se da jovem. Percorre o olhar sem nenhuma pressa por seus lindos pés e tornozelos. O vestido que a moça usa é bem escandaloso, mostra as panturrilhas torneadas e as coxas roliças e firmes. Zayn continua sua inspeção, sem conseguir deixar de demonstrar seu crescente interesse. O traficante gosta de ver o poderoso Sheik vidrado pela jovem mulher. Os seios estão à mostra, o tecido do vestido cobre apenas os bicos, e ele se pega imaginando de que cor seriam. Engole em seco, passando a mão pelo rosto. Suspira, tentando conter uma ereção. Sem sucesso, o que o faz se xingar mentalmente, pois está obcecado por uma moça de quem não viu nem o rosto. Para não cometer uma loucura, precisará se livrar dela o mais rápido possível. Curioso para ver o rosto da jovem, Zayn tira o tecido de sua cabeça. Ao vê-la, seus olhos brilham. Sente todo o seu corpo se arrepiar diante de tal beleza. — Ela é tão... — começa a falar, hipnotizado. Sorrindo com seus dentes de amálgama, o traficante fica satisfeito. Talvez o interesse do Sheik pela mulher o tire de seu caminho para continuar com o que faz de melhor na vida: traficar pessoas. — Linda! Ela é linda demais! Eu tive problemas com os meus homens para não violarem a mercadoria. A palavra “mercadoria” tira o Sheik de seus pensamentos mais impuros. Com ódio do homem, pega a arma de seu segurança, no coldre das costas, e atira na janela, estilhaçando o vidro, e depois encosta o cano quente na bochecha do traficante, empurrando-o, até ficar preso contra a parede. — Ahhh! — Está avisado: se continuar com isso que chama de trabalho, eu vou atrás de você! — Eu vou parar... — promete o traficante. O Sheik engatilha a arma. — Eu já parei! Eu já parei! — grita, desesperado, e urina nas calças. — Saia daqui! Eu não quero mais ver a sua cara! O homem sai correndo do apartamento. Zayn coloca a arma sobre a mesinha ao lado do sofá. — Me dê a mulher — pede. O segurança a entrega para o Sheik. Com a linda jovem nos braços, sente o peso de seu corpo e o calor que emana dele. Por Alá! Estou perdido!, pensa, observando o rosto da mulher. Segue até o quarto e deposita o corpo delicado sobre a cama imensa. Então, volta para a sala, onde os seguranças ainda aguardam suas ordens. — Você, traga um médico. — Aponta para um deles. — E você, passe no resort e traga a minha querida nana — ordena ao outro. — Sim, Sheik — diz um deles, dando um passo para trás e saindo imediatamente, acompanhado pelo outro, que acena com a cabeça antes de sair. Zayn anda até o seu quarto, agora pode olhar para a mulher de cabelos de fogo detalhadamente. O corpo da moça está coberto de sujeira, e ela tem olheiras fundas. — O que fizeram com você? — pergunta, perturbado por vê-la tão maltratada. Volta para a sala e faz uma ligação para um funcionário do resort que trabalha no período noturno. — Naim, estou com um problema — revela para seu funcionário, amigo e confidente. — O que houve, Zayn? Sua voz parece tensa. Conte-me o que aconteceu. — Nem eu mesmo acredito no que está acontecendo. Sabe o traficante que se esconde no deserto? — Sim, sei. Ainda está vivo, aquele maldito? — Infelizmente sim. Ele me trouxe uma mulher que foi sequestrada, ela está desmaiada em meu quarto — fala e suspira. — Sabe ao menos quem é ela? — Naim pergunta, muito curioso. — Não, o idiota não me disse. E quando eu a vi, meu coração se apertou. Ela está muito debilitada. — Zayn omite a parte em que olhou para ela cheio de interesse. — Deveria tê-lo matado. Mas não se preocupe, farei isso para o senhor. — Não, deixe-o. Eu vou usá-lo para chegar ao sequestrador principal. Um silêncio se instala, Zayn chega a pensar que a ligação foi interrompida. — Naim? — chama. — Mil perdões, Sheik. Fiquei imaginando como faria isso e acabei devaneando. — Tudo no tempo certo, Naim. Estou aguardando o médico. Amanhã conversamos melhor. — É claro, meu amigo. Boa noite. Zayn desliga o celular, volta para o quarto, senta-se em uma poltrona na parte mais escura do cômodo, cruza os braços e fica observando a mulher. O corpo inerte é iluminado pela claridade da imensa janela. Aquele traficante de merda vai me levar até o mandante, nem que eu tenha que o torturar, pensa, nervoso.
Isso é tudo que está disponível no momento.
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