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Capítulo 1 Gemendo meu nome
Com o coração descompassado eu sigo os passos apressados do James, e então paramos brevemente na recepção.
— Eles já chegaram?
Sua preocupação na voz me deixa ainda mais nervosa. Por que tanto alarde? Ele não está acostumado a receber seus pais na empresa?
— Não, senhor.
Nós dois suspiramos juntos, ele me olha por um segundo e caminha até o escritório comigo ao seu encalço e encosto a porta da saleta atrás de mim. — Desculpe por isso, Candice, eu não sabia que eles viriam. — James passa os dedos pelos cabelos inspirando fundo, seus olhos nunca desviam dos meus.
— Está tudo bem...
— Não, não está. Eu queria que... eu deveria ter planejado isso melhor, passar mais tempo te saboreando e arrancando mais gemidos. — Chega até mim e me beija delicadamente, sua língua acaricia meus lábios lentamente antes de se afastar. Eu não consigo controlar o pequeno gemido de frustração por ele ter acabado. — Sem pressa nem preocupações, sem medo de fazer barulho e se entregar mais. Mas eu vou remediar isso...
— Vai?
— Sim, vou te levar em casa e idolatrar cada pedacinho do seu corpo. Será tão gostoso que você vai ficar rouca de tanto gritar o meu nome. — Sussurra contra meu ouvido e então entra em seu escritório, deixando- me pra trás, atônita e absorta com as imagens que ele colocou na minha cabeça.
O som da porta se abrindo me tira dos devaneios e eu me viro ainda um pouco fora do ar, engulo em seco ao constatar de quem se trata. Os gêmeos tiveram a quem puxar...
— Bom dia. — Forço a voz mais profissional possível e sorrio levemente para o senhor que caminha até mim. — Bom dia! — Estica o braço e aperta a minha mão firmemente. — Meu Jamie está na sala?
Fico um pouco aturdida com a recepção calorosa e a maneira como chamou o meu chefe, eu não estava esperando por isso. Não mesmo. Não sei o por quê, mas eu o imaginava sério e até um pouco ameaçador. Por que James estava tão preocupado?
— Sim, senhor... — Antes que eu possa terminar de falar James aparece em sua porta.
— Oi, pai. Resolveu nos fazer uma surpresa, sim?
— Jamie! — O senhor alto e em forma anda a passos firmes até o filho, e o puxa para um forte abraço. Encontro o olhar do James por cima do ombro do pai e parece um pouco constrangido. Prendo um sorriso mordendo o lábio inferior.
O senhor, que ainda sei o nome, afasta-se e segura o rosto do James em suas mãos o inspecionando com seus grandes olhos azuis, por fim bate levemente nos ombros dele e se vira para mim.
— Quem é essa adorável? —pergunta sorrindo, posso ver o Gabe em sua expressão galanteadora, é incrível a semelhança dele com os filhos. Normalmente são as filhas quem puxam o pai, mas os gêmeos são a cara dele. James limpa a garganta e eu sinto as borboletas no estômago se agitarem.
— Pai, essa é Candice Greece... — Ao pronunciar meu nome o senhor arregala os olhos por uma fração de segundos, ao mesmo tempo em que eu tremo de nervosismo com medo da maneira como James irá terminar a frase. Não o quero pensando que consegui esse emprego por ter aberto as minhas pernas para o seu filho!
— A nova estagiária! — digo apressada — Prazer em conhecê-lo, senhor...
— Pode me chamar de Greg. — Ele pisca e dessa vez vejo um pouco do Pete nele. Fico admirando esse senhor, comparando seus traços com os dos filhos. Ouço James pigarrear e eu pisco, afasto-me e volto para minha mesa.
— Com licença. — sorrio e finjo prestar atenção no monitor do notebook, na verdade estou tão agitada que não consigo fazer nada, fico lendo e relendo o mesmo e-mail várias vezes.
Vejo de canto de olho os dois entrarem no escritório, porém, James não tranca a porta, e quando a fecha de leve, ela se entreabre deixando uma pequenina fresta pela qual passa suas vozes.
— Vai me contar o óbvio? —Greg parece sério e um arrepio toma conta de mim.
— Do que está falando, pai?
— Da garota, eu notei que é diferente. Você nunca apresenta as assistentes pelo nome, e os dois não paravam de trocar olhares.
Não consigo escutar mais, pois logo a porta da saleta se abre novamente, uma linda mulher no auge dos quarenta anos entra com um sorriso largo em seu rosto delicado. Ela inteira parece delicada, tão pequena e magra.
— Oh! Olá, querida! Vejo que é nova.
— Olá, senhora Knight, e sim sou a nova estagiária. — Levanto da cadeira para cumprimentá-la direito.
— Eu sei, os meninos falaram muito bem de você! Espero que fique, mas eles disseram que você tem domado um pouco aquele garoto genioso. — Seu sorriso consegue ficar ainda maior. — Fico feliz por isso.
Sem saber como responder eu meneio a cabeça e retribuo o sorriso. Por que me sinto como se eles soubessem de algo?
— Depois conversamos sobre isso, pai. — Sussurro alto. — Não é a hora nem o local...
— E quando seria? Vamos, fale! Marcarei na agenda! — diz sarcástico só para me tirar do sério e eu mordo a língua para não soltar um palavrão.
Quando eu era moleque e disse algo como "vai tomar no cu" aos meus irmãos, levei do meu velho uma bronca acompanhada de um tapa na boca, desde então nunca mais xinguei na frente dos meus pais.
Passo as mãos nos cabelos e grunho internamente. Por que agora? Não era assim que devia ser, porra! Está tudo errado!
Foda-se!
— Está bom! Ela é diferente, eu gosto dela, satisfeito?
Ele assente quase que imperceptivelmente e sorri de canto de boca.
— Assim está melhor, assuma seus sentimentos, abrace-os. Você continua vivo, filho.
Abaixo os olhos ao ouvi-lo e inspiro fundo antes de responder.
— Eu sei disso. — Ok, posso ouvir a sua mãe importunando a pobre moça. Vamos antes que ela se empolgue — diz ao abrir a porta, e acompanho os passos dele.
Caminho direto para os braços abertos da senhora Erin. Ela sempre faz isso ao me ver, abre os braços e eu volto a ser uma criança querendo o colo da mãe. Aconchego-me no abraço e beijo o topo de sua cabeça, tenho de me dobrar, pois ela é miúda.
— Oi, mãe. Estava com saudades suas.
— Pff! Até parece, ou então já teria nos visitado! Sabe que já se passaram três meses?
— Sério? — Tento lembrar da última vez em que os vi e realmente parece ter sido há bastante tempo. — Desculpa, mas tenho estado ocupado demais...
— Eu sei, eu sei! A mesma história de sempre.
Vejo a Candice tentando conter um sorriso ao escutar a conversa e meu peito aquece, como se as suas mãos mornas estivessem me afagando da mesma maneira como fez mais cedo no escritório.
— Sua estagiária é adorável, não? — Mamãe não perde tempo. — Espero vê-la na próxima vez que eu estiver aqui. Não a deixe ir, parece especial, sim? Os olhos da minha doce menina se arregalam, e eu posso jurar que estou corando junto com ela. Puta merda! Eu estou corando! Que porra?
— Sim... Sim, Candice é especial.
Passei o resto do dia sozinha depois que toda a família Knight se reuniu na sala de Pete para então almoçar fora. O senhor Greg até tentou me persuadir a ir com eles, mas educadamente recusei. A todo tempo pude sentir os olhos de James em mim, queimando minha pele, mas estava nervosa demais para corresponder.
Já são duas horas e preciso ir embora, deixo tudo arrumado para o meu chefe gostoso e sigo até a faculdade. Meu estômago dá um nó ao me lembrar das provas de hoje e o quanto estudei mal nas últimas madrugadas. Faço uma pequena prece e entro na sala já lotada de alunos. O trânsito estava ruim, no entanto, não cheguei atrasada, só em cima da hora.
Quando o professor anuncia o final da aula pedindo que entreguemos as folhas, eu suspiro de alívio. Fui razoavelmente bem, melhor do que eu esperava. Sedenta por um café eu caminho rapidamente pelo campus até o estacionamento, notando novamente o sumiço do carro. Não entro em desespero, Nathy deve ter pegado como da última vez. Ela tem a chave extra, mas bem que poderia ter avisado, estou tão exausta... Decido ir logo para casa
e preparar meu próprio café.
— Ei, boneca!
Giro nos calcanhares encontrando Michael acompanhado por dois amigos.
— Oi, querido. Tudo bem? Como foi a prova?
— Ah... foi normal.
Estreito os olhos e ele levanta os ombros.
— Essa é a única matéria que tenho dificuldades, não fui tão bem como nas outras.
— E por que não me pediu ajuda? A gente podia marcar um reforço lá em casa!
Os amigos dele parecem irrequietos, Michael percebendo se despede rapidamente deles e volta a me encarar.
— Não se preocupe com isso, eu vou me recuperar, não fui tão ruim assim. — Coloca as mãos nos bolsos e enruga o nariz. Ele está mentindo, eu
sei.
— Sei... De qualquer forma fale comigo se precisar de algo, ok?
— Pode deixar, até mais! — Beija minha bochecha e segue para a fraternidade, então lembro de que o apartamento fica no caminho e corro até ele.
— Michael!
— Oi? — Ele pausa confuso.
— Você vai andando?
— Eu ganhei um carro e não estou sabendo? — Bato em seu ombro e ele ri. — Então, sim, vou andando... A não ser que você queira me dar carona?
— É... A Nathy já foi embora com o carro, posso te fazer companhia?
— Claro! — Seus olhos pousam em alguém atrás de mim. — Ei, Trenton! Como foi, cara?
— Tranquilo, como sempre — responde metido e eu tenho vontade de socar seu rosto bonito.
— Bom para você — digo alto sem querer.
— Sim, Chuck. Bom para mim. — Dá as costas e some. — O que deu nele? — Michael me questiona.
— E eu que vou saber? Achei que vocês fossem amigos.
Ele balança a cabeça e volta a andar, puxando-me pelo braço como se eu fosse sua irmãzinha pequena prestes a atravessar a rua. Já me acostumei com modo o qual ele me segura pelo pulso, antigamente eu tinha vontade de esganá-lo.
— Nós somos, mas não tão próximos como eu sou com você e as meninas.
— Hã...
— Pergunte a Nathy, ela deve saber.
Viro a cabeça sem saber se ouvi direito.
— O que? Por quê?
— Você não sabe? — Levanta uma sobrancelha.
— Não sei o que, Michael?
— A Nathy... Ela dormiu com ele outra noite. Não te contou?
Não. Minha amiga não me contou! Por que ela esconderia uma coisa dessas de mim? Oh não... Foi naquele dia, só pode!
— Não contou... — Ah... Foi mal, pensei que soubesse.
— Tudo bem, querido. — Chegamos ao prédio onde vivo e o beijo no rosto antes de entrar pelo portão.
O que está acontecendo? Por que os dois mentiram para mim? O filho da mãe negou tê-la visto naquele dia!
Entro no apartamento e a primeira coisa que noto é o som da TV ligada. Nathy está adormecida no sofá e o controle remoto está caído ao chão. Agacho-me e o pego desligando a televisão, não sei se a acordo para que durma melhor em sua cama ou se a deixo aqui. Mas logo ela se remexe e abre os olhos.
— Oi...
— Oi, dorminhoca. Você apagou no sofá.
Ela se senta e estala o pescoço antes de me encarar novamente.
— É... Não sabia que estava tão cansada.
— Venha, eu te ajudo. — Seguro a mão dela e a puxo até ficar de pé.
— Está tudo bem, Nathy? — Parece muito abatida.
— Hã? Estou...
— Tem certeza? — Tenho! Só estou com sono. — Começa a cambalear até seu quarto e eu a sigo da mesma forma como faz comigo. Se ela pode me perturbar até eu abrir a boca, eu também posso fazer o mesmo com ela.
— Não tem algo que queria me contar?
— Candice! Eu só quero dormir, por favor! — resmunga se jogando na cama.
— É mesmo? Esse mau humor não tem algo a ver com homem, tem?
Percebo o movimento em seu pescoço quando engole a seco e me fita horrorizada.
— Do... Do que você está falando? — Tenta desconversar.
— Eu sei, tá? É por causa daquele galinha que você está assim?
— De quem?
Reviro os olhos.
— Do Trenton!
Nathy geme e tampa o rosto com as mãos.
— Me desculpa, Candice! Desculpa, tá?
O quê?
Retiro as mãos dela do rosto e fico preocupada ao encontrar lágrimas em seus olhos.
— Amiga, o que foi que ele fez? Por que está chorando?
— Você não está brava?
Enrugo a testa, do que essa garota louca está falando?
— Por que eu ficaria brava? O que houve?
— Como assim? Eu sou uma péssima amiga! Fiquei com ele!
— E daí que ficou com ele?
Ela me encara confusa.
— E daí porque você estava a fim do Trenton!
Paro e olho para o seu rosto contorcido. Ela está falando sério! Então começo a rir. Muito!
— Pare de rir! É serio! Foi sem querer, eu não pensei! Minha mãe tinha acabado de me ligar e eu estava me sentindo perdida, então... Então ele estava logo ali na minha frente e nos beijamos! E uma coisa levou a outra...
— Tá! Não preciso saber dos detalhes. Só não entendi o motivo de você pensar que eu ficaria brava. Na verdade estou sim! Por que em sã consciência você foi ficar logo com ele? Trenton? Sério?
— Eu sei! Eu me esqueci completamente, juro que não quis te magoar. Que garota maluca...
— Me magoar? Eu estou falando de você! Ele é um safado que troca de mulher como troca de... Sei lá, de meias! Você merece coisa melhor.
— Verdade?
— Sim. E da onde você tirou a ideia de que eu estava interessada nele?
Ela encolhe os ombros e olha pra as próprias pernas.
— Sei lá. Acho que depois daquele dia no restaurante ele te perseguiu e vocês começaram a se falar...
— Sim, como dois conhecidos que se suportam.
Começo a rir e ela me acompanha.
— Mas me conte... É verdade?
Seus olhos verdes encontram os meus.
— O quê?
— Que ele é bom de cama...
Ela abre a boca em surpresa me fazendo corar.
— Você realmente acabou de me perguntar isso?
— Desculpa! Esquece, tá? Só fiquei curiosa com tantos boatos. — Levanto, mas ela agarra meu braço e caio na cama. — O que você fez com minha amiga, Candice? Onde foi parar a menina que odeia falar de sacanagem e morre de vergonha?
Faço careta e ela ri ainda mais alto.
— Já disse para esquecer!
— De jeito nenhum! — Volta a rir antes de inspirar fundo e se acalmar. — Os boatos são verdadeiros...
— E?
— Sim, o piercing faz milagres! Eu nunca tive tanto orgasmo em toda a minha vida!
— Oh meu pai! Não machuca?
— Não! Ah, boneca... Só faz ficar ainda melhor.
Nathy enrubesce e esconde o rosto por trás do travesseiro.
— Ao menos foi uma boa experiência. Pena que ele é um cachorro e não se compromete.
— Quem disse que eu quero me comprometer?
— Cachorra! — Bato com outro travesseiro nela e volto a me levantar. Preciso me arrumar para o show.
— Candice, é você mesmo? — pergunta sorrindo antes de eu passar pela porta
— Sou eu sim, boba! Só cresci um pouquinho, veja posso até falar a palavra “sexo”!
— Essa é minha garota!
Balanço a cabeça e saio do quarto, vou até a cozinha preparar o tão esperado café e verifico o celular que havia vibrado mais cedo.
James: O que vai fazer nesse fim de semana?
Ah droga... Ele quer me ver no fim de semana e eu já marquei de visitar papai.
Candice: Eu deveria passar com o meu pai...
James: Ah, Ok.
Sinto uma dor no peito e começo a digitar antes mesmo de ponderar no que estou escrevendo.
Candice: O que iria propor?
Um minuto se passa antes da chegada de sua mensagem.
James: Eu preciso de você, nem que seja por uma hora... Passe um tempo comigo, por favor, e eu cumprirei minha promessa.
Candice: Promessa? James: Sim, meu doce. Vou lhe dar muito prazer.
Sinto minha calcinha encharcar e deslizo uma mão por dentro da calça, acariciando meu clitóris enquanto digito com a outra mão.
Candice: Sim, por favor... Mas não poderei ficar por muito tempo, tenho que pegar a estrada antes do meio dia.
James: Teremos tempo o suficiente. Te buscarei às oito.
Ele vem me buscar? Ai senhor! Eu não estou sonhando, estou?
Candice: Combinado, senhor Knight.
James: Tenha bons sonhos, senhorita Greece.
Candice: Você também.
James: Sonharei com você debaixo de mim, gemendo meu nome enquanto mergulho fundo e devagar, bem doce como você.
Ah meu pai do céu...
Estou tão excitada que já começarei o show perto do orgasmo. Sinto o meu centro pulsando e bem molhado só de imaginar as cenas que colocou na minha cabeça.
Termino de tomar o café e me arrumo depressa para não atrasar e acabar perdendo o meu melhor cliente
Lista de capítulos
16 capítulos no total
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