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Capítulo 3 CAPITULO 03
CAPÍTULO 03
Visão de Fernanda (Sabina)
Estou a três quarteirões do quartel general da BIS quando meu celular toca.
(Ligação on): - Se quiser ver sua mãe viva, venha até o Parque do Ipiranga. E venha sozinha.- acho que reconheço essa voz, parece com a voz do capanga que tentou me sequestrar. - Como saberei que você está realmente falando a verdade? – falo com segurança, mas por dentro apreensiva pensando em porque eles pegaram minha mãe. - Você pode pagar pra ver se quiser, mas acho melhor você vir. Ou eu posso cortar uma orelha dela e te enviar. – ele fala em tom ameaçador. - Babaca! Não ouse fazer nada contra ela. Você não sabe com quem está lidando. – se ele sabe ameaçar, eu também sei. - É bom você vir e não contar a ninguém, se você contar nunca mais verá sua querida mãe. – ok, agora ele me tirou do sério. - Ok, eu vou! – falo já parando a moto e conferindo minhas armas. (Ligação off).
Ai meu Deus. Não acredito que isso está acontecendo comigo. Pegar minha mãe já foi demais! Depois de conferir minhas armas, eu dou a volta na rua e sigo para o parque. Após cerca de vinte minutos eu chego e não vejo ninguém. Mas logo aparece no meu campo de visão o homem que me atacou mais cedo.
- Vejo que cumpriu a promessa e veio sozinha. – ele fala em tom de deboche. - Cadê ela? Cadê minha mãe? – falo friamente apontando a arma pra ele. – Fala ou eu atiro. - Para uma mulher até que é bem bravinha. – ele fala em tom de deboche e com um olhar ameaçador. - Tá querendo morrer? Você não tem idéia de com quem está falando. – falo perdendo o pouco da paciência que tenho. - Agora rapazes! – ele fala para alguém mas eu não vi ninguém por perto. - O quê? – quando termino de falar minha visão começa a ficar turva. Sinto que algo me atingiu. Quando toco no meu pescoço vejo que é um dardo tranquilizante. Mesmo com a visão turva eu atiro no suspeito, mas logo depois minha visão escurece e eu desmaio. - Ai! Peguem ela e levem pro jatinho. Temos uma longa viagem.
Visão de Roberto Bianchi
Depois do fracasso da tentativa de pegar minha irmã, meus homens me ligaram informando que conseguiram capturar minha mãe e minha irmã. Depois de várias horas, anoitece e meus homens chegam com as duas.
- Finalmente vocês fizeram algo certo! – falo olhando para um dos meus homens que está carregando minha irmã sedada. - A garota deu muito trabalho chefe. Mesmo depois do tranquilizante ela ainda conseguiu atirar. – ele fala e me admira a força dela. - Ok. Levem ela para o quarto e levem a Sina para a masmorra. – minha mãe jamais poderia ter feito isso com a gente. - Ok chefe. – ele responde e sai para cumprir minhas ordens.
Fui para a sala de estar encontrar com meu pai e dar as noticias a ele. Quando chego lá, aproveito que meu pai está tomando uma dose do seu Bouborn, e me sirvo com uma dose também. Mas antes que eu comece a falar com meu pai, minha esposa Martina entra na sala curiosa.
- Marido, o que houve? Por que toda essa movimentação aqui em casa? – ela pergunta curiosa e eu detesto isso. - Nada demais Martina. – respondo com frieza, porque não gosto quando ela faz muitas perguntas. - E aí filho, ela chegou? – ele pergunta apreensivo, sei que ele sente muita falta dela. - Chegou pai. – respondo e ele anui com a cabeça. - Ela quem Roberto? – ela pergunta alterando a voz, e ela sabe como eu sou. Mas antes que eu possa responder, meu pai responde. - A sua cunhada. Finalmente encontramos ela depois de tantos anos. – ele responde com um sorriso no rosto. - Que notícia boa sogro! Cadê ela? Quero muito conhecê-la. – ela responde com empolgação pro meu pai. - Mandei nossos homens levarem ela pro quarto. Ela deu muito trabalho e tiveram que aplicar um sedativo nela. – respondo, mas torcendo internamente para que ela pare de fazer perguntas. Mas ela não percebe e mesmo assim continua curiosa. - E quem foi levado para sua prisão lá embaixo? Eu vi uns homens descendo pra lá. – ok, agora ela já foi longe demais. - Você não acha que está curiosa demais? – respondo já sem paciência nenhuma. - Desculpe querido. Tem alguma coisa que eu possa fazer? – ela pergunta. - Vá para o quarto e me espere lá, vou resolver umas coisas antes. – ela anui com a cabeça e se retira. Deixando eu e meu pai sozinhos. - Filho, vamos vê-la? – ele pergunta com uma grande expectativa. Faz 18 anos que não convivemos com minha irmã. - Vamos pai. – respondo. Confesso que estou curioso para vê-la.
Seguimos para o quarto onde pedi para meus homens acomodarem ela. Assim que entramos no quarto eu vi o quão bela minha irmã era. Cabelos pretos e longos, pele branquinha como a neve porém um pouco bronzeada, lábios e face rosada. O corpo da minha irmã parece o corpo de uma deusa. Com toda certeza meu amigo León tirou a sorte grande.
- Meu Deus, como ela é linda! Ela está tão diferente. – ele fala com nostalgia. A última vez que viu minha irmã ela era muito pequena. - Claro que ela está diferente pai. Já se passaram 18 anos desde que Sina a levou de nós. – respondo e olho pra ele. Vejo que ele está com o semblante triste por não ter tido a oportunidade de conviver com minha irmã e eu me sinto da mesma forma. - Aquela desgraçada da Sina nos privou de ter sua irmã por perto e acompanhar todo o crescimento dela. – ele responde com raiva no olhar. - Ela não presta pai. – respondo com raiva. – Como ela pôde fazer isso com a gente e com a própria filha? Ainda mais depois do que passou com Giovanni? – realmente ela não presta, abandonou nossa família e fugiu com minha irmã no momento em que todos nós mais precisamos dela. - Nem me lembre disso meu filho. Mas o que importa agora é que estamos com sua irmã agora. – ele fala olhando com carinho para minha irmã que ainda está dormindo. - Pai, fiquei curioso agora. Como minha irmã era? – pergunto porque não me lembro muito do jeito dela quando éramos crianças. - Eu me lembro como ela era doce e gentil. Ela sempre foi tão fofa e obediente. – ele responde nostálgico. - Bons tempos pai. – apesar de não lembrar muito a personalidade dela, eu lembro de como ela era carinhosa. - Verdade meu filho. Bons tempos. – ele responde enquanto saímos do quarto e voltamos para a sala de estar. – Você já avisou ao León que a noiva dela chegou? - Avisei sim. Ele provavelmente está chegando de Nova York nas próximas horas. Amanhã ele vem para o jantar de noivado. – respondo para ele ficar despreocupado. - Que bom meu filho. O León é um ótimo rapaz, tenho certeza que apesar de ser um casamento por contrato, eles irão se dar bem. – ele responde e sai da sala me deixando sozinho.
Isso é tudo que está disponível no momento.
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