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Capítulo 1 Mau Pressentimento
Jack Narrando — Carter, precisamos de você na Rogers Park, temos um assassinato. — estava a caminho do departamento de polícia, quando recebo uma chamada do meu chefe pelo rádio da viatura. É exatamente assim minha rotina diária, não que eu esteja reclamando, amo meu trabalho e estar no meio da ação faz a adrenalina pulsar em minhas veias. — Ok. — respondo, seguindo para o local do crime. Sou o principal investigador do departamento. Chegando ao local, vejo que a área já foi isolada pela faixa de sinalização amarela, impedindo as pessoas ao redor de passarem ou chegarem perto. Passo pela barreira de contenção e me abaixo, próximo à vítima que estava coberta por um lençol branco. O local do ocorrido era um beco não muito estreito, mas escondido o suficiente para um crime como este. Ao esticar o tecido, fico abismado com o estado da vítima, seu rosto estava deformado, o corpo coberto de sangue, além disso, sinais de tortura, como a falta de dois dedos em uma de suas mãos e marcas de bala. Como se não bastasse tudo isso, meus olhos param exatamente em seus cabelos, ao notar que eram ruivos, como os de minha esposa, esse já é o segundo caso somente nesse mês, o que me causa uma estranha sensação, sinto calafrios por todo meu corpo. Lisa pode estar em perigo. — Está tudo bem, Carter? — olho para o lado, notando a presença do Harris. — Sim, — saio do meu transe, tentando disfarçar o pânico de minutos antes — É... Parece com a vítima da semana passada — passo a mão no queixo, pensando um pouco — Scott! — chamo a atenção do perito — Recolha tudo que puder e me entregue, preciso de toda informação possível sobre a vítima. — Sim, detetive. — responde, então me afasto da vítima. **** — Bom dia, Carter. — recebo o cumprimento de um dos meus colegas de trabalho, assim que adentro o departamento, após retornar da cena do crime. — Bom dia. — devolvo o cumprimento, enquanto beberico um gole de café que comprei no caminho. Sento em minha cadeira e vejo meu chefe se aproximando. Ele coloca uma pilha de arquivos sobre minha mesa, fazendo um pequeno barulho. Deposito meu copo na mesa e olho para ele. — Chegaram novos casos suspeitos que precisam ser investigados, no entanto — faz uma pausa e folheia uma das pastas, apontando para a foto — Esse caso aqui, em específico, precisa de uma atenção maior. — inclino um pouco a cabeça para ver do que se trata. É uma imagem bem feia, uma mulher brutalmente assassinada, foi aparentemente torturada antes de sua morte, está ensanguentada, bem parecida com a vítima de mais cedo e a da semana passada. Isso está ficando cada vez mais sério. — A propósito, tenho um pouco de pressa sobre esse caso, a família está desesperada, devido ao desaparecimento da vítima dias antes do ocorrido e suspeito que alguns dos outros casos recentes tenham ligação. — Não tem outra pessoa que possa lidar com o caso agora? — Tem, porém, você é o melhor, consegue desvendar qualquer mistério em pouco tempo, como tenho pressa, tem que ser você. — firma o olhar em mim. Suspiro pesadamente e massageio a testa. — OK — faço uma breve pausa — Mesmo assassino? — arqueio as sobrancelhas. — Talvez. — Ok, senhor. Tentarei ser o mais rápido possível, sabe o quanto tenho estado atolado de trabalho. — Sei que consegue. — dá um tapa de leve em meu ombro. Já no fim do dia, quando a delegacia estava quase vazia, haviam somente alguns funcionários, eu observava o arquivo da vítima de mais cedo, analisava cada detalhe do assassinato, sua ficha de antecedentes criminais, relacionamentos e aparentemente não havia nada que pudesse explicar o tal crime. Finalizo minhas pesquisas, insatisfeito por não ter obtido sucesso em minha investigação e pego meus pertences para ir embora. — Encerrei o expediente por hoje, senhor. — abro a porta do escritório do meu chefe. — Alguma pista sobre o caso, Carter? — Harris me pergunta, sentado em sua cadeira, com os dedos cruzados. — Ainda não, senhor. Amanhã quero ouvir o testemunho dos parentes da vítima, talvez dessa forma, eu consiga obter avanço. — não entro, apenas respondo segurando a porta para não bater. — Tudo bem, Carter. Entrarei em contato com eles, mas não se preocupe, vai conseguir, não tem ninguém melhor que você nesse departamento. — sorri sem mostrar os dentes. — Obrigado, senhor. Boa noite. — fecho a porta de seu escritório e vou em direção ao carro para ir até minha casa. Dirijo pelas ruas de Chicago, sentindo-me exausto por concluir mais um dia e com a mente fervilhando. Tudo que mais desejo no momento é chegar em casa, tomar um belo de um banho e aproveitar o tempo com minha esposa. Estaciono o carro na garagem de casa e subo a pequena escada, que dá acesso à cozinha. Passo pelo corredor, subindo a escada, que leva ao andar de cima, indo para o quarto. Paro na porta, encosto na parede admirando Lisa, enquanto se olha no espelho e passa perfume. Admiro minha linda e adorável esposa, minha ruiva com algumas sardas no rosto. Então aproximo-me devagar, coloco uma mão em cada lado de sua cintura e deposito um beijo em seu pescoço. — Está linda. — digo sorrindo, meus olhos miram a mulher em minha frente, através do espelho. — Não vi quando chegou. Parece cansado... — inclina a cabeça para trás, repousando em meu ombro. — E estou. O dia hoje foi daqueles — afasto-me dela e sento na cama, retirando os sapatos — Surgiu um novo caso que está acabando com meus neurônios — ela encosta na penteadeira e cruza os braços embaixo dos seios, prestando atenção em minhas palavras — Ao que parece, temos um novo serial killer na cidade. — Serial Killer, em Chicago? — ela ri — Tão típico. — Pois é. — desabotoo a camisa, expondo meu peitoral. — Tenho certeza que o melhor detetive do departamento de polícia de Chicago, consegue desvendar esse caso. — anda até mim, desamarrando o robe, deixando à mostra o decote em v, que exibe perfeitamente seus seios, sorrio de lado e chego a salivar em desejo por Lisa. Ela me empurra, fazendo-me deitar e começa a distribuir beijos por todo meu corpo. Animo-me e troco nossa posição, ficando por cima. Ficamos nessa brincadeira, até Lisa trocar nossa posição, ficando por cima novamente e sem demora estávamos nos amando ardentemente, com ela dando cavalgadas com as mãos em meu peito, nossos gemidos de prazer ecoando pelo quarto e eu depositando tapas em sua bunda e a apertando. **** — Cuidado, Lisa! — desperto aos berros e com a respiração descompassada. Acordo suando frio e sento na cama, tentando controlar a respiração, passando a mão nos cabelos, após sonhar com minha esposa sendo morta. — Foi só um pesadelo, amor — Lisa põe a mão em minhas costas e acaricia — Volta a dormir.
Lista de capítulos
31 capítulos no total
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