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Capítulo 3 meu anjo
Bella Greco
Eu estava tremendo e, ao mesmo tempo, sabia que se chegasse atrasada ia levar uma surra em casa. Eu ainda me viro e tento disfarçar, mas os joelhos estavam moles. Não posso negar e muito gato. Achei que ia me livrar dele. Ele acha que o dono do mundo já parou o carro próximo ao morro. — Eu não posso entrar no morro. Ele me tirou daquele lugar se enfiando para dentro do morro entre as pequenas casas coloridas e toda organizada com asfalto, ao contrário do que o povo dizia. — Aqui é o meu mundo a chamamos de “Paraíso” porque temos tudo que precisamos e ao contrário de muitos lugares, odeio a violência. E todos querendo tocar nele e falar e eu tentando entender como um mafioso era tão adorado assim. Passamos em um beco tão pequeno que tínhamos que passar de lado entre as pedras e aí, sim, eu vi a paisagem do famoso paraíso. Ouço os fogos e barulhos de sirene. — Fica tranquila é a polícia. Eu não acreditei, ele disse tão tranquilo. Eu me afasto e ele ficou me olhando e sabia que estava reparando em cada parte do meu corpo, me sentia nua. E quando me movo sinto nas minhas costas a sua respiração quente e o corpo dando fagulhas naquele momento. “O que está acontecendo comigo?" Para quebrar o clima, eu me afasto e solto a primeira coisa que vem na cabeça. — Preciso ir embora. — Não vou te machucar, meu anjo. Ele me puxa e eu fico de frente para ele e ali era a hora do beijo e eu sabia que não podia deixar acontecer, é um mafioso. Eu me afasto. Ele riu percebendo que eu não queria. Mas se aproximou e enfiou a mão embaixo dos meus cabelos puxando a minha, nuca sinto a ponta dos dedos dele apertando a nuca e me virou com apenas um puxão e me deixando em êxtase, eu ainda tonta com tudo aquilo e ele me encarou sorridente ao ver que me deixou flutuando. — Vou te deixar em casa. Após me mostrar que ele era o gostosão do pedaço e me fazer pegar fogo, ele queria me levar para casa. Desço ainda atordoada com o que aconteceu. E ele falando com os moradores. Quando chegamos próximo a minha casa ele tirou o capacete e eu não sabia o que fazer e sem olhar para ele eu estava morrendo de vergonha. Ele arrancou um colar que estava no pescoço e me puxou. Ele afastou meus cabelos deslizando os dedos na nuca e eu tremi. E ele coloca o colar e beija a minha nuca. “Deus, o que ele está fazendo comigo?”
— Para lhe dar sorte e assim. — Respirou — Você pensa em mim. — É muita ousadia achar que vou pensar em você. Ele tinha razão, eu fiquei pensando nele. Todos os dias era assim eu saía à porta da casa e lá estava ele me esperando para me levar à faculdade. E depois que terminava meu horário no campus lá estava ele de novo sorridente me esperando. Os dias com ele era completo, envolventes e ele me contava coisas que eu jamais imaginei. E a cada fim de tarde ao seu lado era diferente, mas eu não podia continuar a sair com ele. Todos no campus comentavam e algumas pessoas se afastaram de mim. — Me deixe aqui. Ele parou a moto e desceu me encarando e não gostou. — Meus pais não podem saber que faltei de novo. — Você está com vergonha de mim? Eu entendo. — Não estou com vergonha de você. Mas meus pais jamais aceitariam. — Você já disse tudo. Ele saiu cantando pneus e vi que odiou o que falei. Mas foi melhor assim e tentei trazer a minha vida de volta. Senti falta, não mentirei. Respirei fundo e saí em direção a minha aula com a madame Vênus. Quando eu ia me aproximando da casa dela, eu fui puxada para trás e a minha mochila caiu ao chão e eu me assusto. E tento equilibrar meu corpo. — Oi! Gostosa, eu quero você. Ele me puxou jogando a minha bolsa e me empurra no enorme muro. Grito: — Me solta! — Tento empurrá-lo com os pés e ele me dá um tapa no rosto, eu sinto queimar. — Socorro! — Grito em meio as lágrimas de angústia ao saber que eu estava sob o controle dele. — Por favor, moço. Me sinto fraca e, ao mesmo tempo, implorando a Deus para que alguém chegue. Ele levantou a minha saia e apertou a minha coxa. Apertava meu corpo e beijava meu pescoço. — Não adianta gritar sua vadia. — Ele me deu outro tapa no rosto e eu chorando sinto o corpo dele me empurrando para o muro. — Vou te ensinar o que é homem. Ele enfiou a mão suja na minha boca tentando tirar a minha calcinha com a outra mão e eu choramingando ali no beco faltava apenas mais um portão para chegar à casa da madame. — Socorrooooo… sinto o tapa no rosto e meus olhos fecham com o tapa e quando abro ouço o grito:
— Largue ela, filha da puta, eu vou matar você. Ele gritava surrando o homem e arrancar a arma da cintura — Maldito nunca mais tocará uma mulher. — Ele abriu as mãos dele e batia sem piedade com o cabo do revólver e pisava vi o sangue jorra. Em meio ao desespero eu não o reconheci nesse momento. Ele chutava o homem e batia em suas partes íntimas e ele gritava. — Filha da puta desgraçado. Morrerá maluco! — Pare… Por favor. — Em meio aos gritos ele me encara e me vê caída ao chão em choque com tudo que estava acontecendo e ele larga o homem. — Não quero ver isso. — Ele mereceu meu anjo. Por favor. — Ele tenta me tocar e eu desviava meu corpo e olho para os olhos dele, eu estava assustada. — Você está bem? Ele me beija os cabelos e não consigo acreditar que ele tinha dois lados. — Fale algo, me bate e me xinga. Porque esse silêncio enlouquece meu anjo. — Me leve para casa, por favor. — Eu só queria a minha cama e a minha mãe naquele momento. O susto e o que acabei de presenciar me deixou em choque, eu não conseguia pensar em nada, eu apenas queria chorar. Quando chegamos na porta de casa desço e ele me entrega as minhas coisas, eu enxugo as lágrimas. — Obrigado por me ajudar. — Eu volto, meu anjo.
Isso é tudo que está disponível no momento.
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