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Capítulo 3 Capitulo 3

Fui recomendada por meu chefe direto para ocupar esse cargo, há muito tempo vago. Tinha conhecimento e competência para isso, mas pensei que ele talvez fosse indicar alguma das belas mulheres que trabalhavam na empresa ou que

talvez fosse feito um processo seletivo para contratar alguém. — Bom dia, senhorita Marian Alves! — uma jovem vestida elegantemente num terninho preto me cumprimentou. — O senhor Rafaelo a aguarda na sua sala. Caminhamos por onde a jovem indicava. Ela deu uma leve batidinha e abriu a porta. Fez um sinal para entrar, e nervosa como eu estava, entrei imediatamente. Na sala, observei o local, cujas paredes de cores claras contrastavam com móveis escuros. Na cadeira atrás da imponente mesa, virado de costas para mim, alguém estava sentado. — Bom dia, senhorita Marian... Minha espinha esfriou e a pele se arrepiou. Conhecia aquela voz, conhecia aquele tom. A cadeira foi virada, revelando a figura de Enrico Rafaelo. Ou Rafael, como eu o havia

conhecido. O desconhecido mais conhecido. O homem que me levou aos orgasmos mais intensos de minha vida. — Vejo que nos encontramos de novo, Marian... Seu sorriso sacana me deixou pegando fogo e com a calcinha molhada. — A partir de hoje, você será minha assistente pessoal. Espero que goste do seu trabalho! Sim, eu estava numa deliciosa encrenca, mas não iria me arrepender do meu desejo.

Capítulo 2 RAFAEL Fazia uma semana que Marian estava trabalhando como minha secretária. Ou como assistente, não importa. Era uma feliz coincidência tudo ter chegado a esse resultado. Sim, a contratação dela não havia sido planejada desde o início. A última secretária era duas caras, vivia levando informações para a minha família. E acabou sendo demitida e desmascarada. Decidi por buscar uma nova secretária entre aquelas que pertenciam à empresa. Com uma ficha bem completa, cada uma foi avaliada, até que a foto de Marian me fez vibrar com a perspectiva. A mulher que me fez o pedido mais inusitado e que realizei com o maior prazer, se é que me entendem, era funcionária do grupo que eu

comandava. Como ela não sabia disso? Simples, não sou de fazer social em lugar algum. Acho que ela nunca sonharia com a possibilidade de cruzar com seu chefe praticamente todos os dias, de uma forma tão comum. A escolha era certa. Alguém tão transparente e honesta como Marian havia sido comigo era o tipo certo de braço direito que eu precisava. E quem sabe... fosse se tornar uma relação mais do que profissional. Enfim, lá estava ela, sentada à mesa, que ficava à frente de uma parede de vidro estrategicamente voltada para mim. O acesso de elevador à minha sala só era feito se ela liberasse, portanto ficava no mesmo local, ao meu dispor, apenas separada pelas paredes de vidro que citei. Naquele momento eu observava a moça. Realmente, a mulher em nada lembrava o padrão de

beleza visto por aí. Era cheia de curvas, com seios grandes e que bunda... Eu havia tido uma visão surpreendente daquela carne. E que boceta gostosa, só de lembrar tô com o pau duro. Dizem que quando alguém te olha por muito tempo você sente. Ela sentiu e me olhou, vermelha como da primeira vez em que nos falamos. Ah, mulher, esse olhar envergonhado só complica meu estado. ]Sorri de volta com um puta pensamento pervertido. Ah, deve ter percebido, pois desviou o olhar em seguida. “Pense em números”, minha mente sussurrou. Pensei em números, tragédias e violência, mas nada fez meu pau amolecer. Já sei, família. Isso! Agora nem Marian sobe meu pau. E voltei a ler o relatório que estava em minha mesa.

Algumas horas mais tarde e finalmente era o fim do expediente. Era sexta-feira e eu estava uma pilha de nervos. Sim, happy hour ou qualquer coisa assim. Vi Marian arrumando sua mesa e a chamei pelo telefone. — Sim, senhor?! ― Ela não me fitava. — A senhorita tem algum compromisso agora? Eita mulher desconfiada, olhou-me como se eu tivesse três cabeças. Duas sim, pensei comigo. Eu não presto mesmo. — Não, senhor! — Então vamos beber alguma coisa. Essa semana foi uma merda de desgastante. — Não acho boa ideia, senhor. ― Ela falou firme.

sério. Olhei-a, esperando que continuasse. — Não é profissional. Ah não! Marian não podia estar falando

— Senhorita Marian, o horário do expediente acabou, ― mostrei o relógio ― vamos beber como amigos. — Não somos amigos, senhor. Levantei a sobrancelha, confrontando-a. — Somos amigos, ou melhor, sou seu PA. — Não entendi. — Amigos coloridos, pau amigo, o que você quiser... Como ela fica vermelha, mesmo depois daquela noite? — Senhor... Segurei-a pela cintura e a apertei contra

mim. — Pare com esse senhor. Olha como essa sua boca teimosa tá me deixando duro, mulher. Peguei minha pasta e segurei a mão da mulher. — Eu não farei nada que você não queira, é só uma bebida. — Tudo bem, senh... Pigarreei rapidamente. — Rafael. Ela pegou sua bolsa na sala e descemos o elevador sem falar mais nada. Como de costume, saí pela lateral do prédio e caminhamos até o bar que eu costumava ir. Dessa vez, no entanto, não me sentei no balcão e

sim numa mesa bem aconchegante e privativa do bar. Chamei o garçom. — O que você quer beber? ― Perguntei para Marian, que ainda estava desconfortável. — Uma água com gás. Sem me dar tempo para questionar, o garçom chegou à nossa mesa. — O que os senhores vão beber? — Macallan Rare e a senhorita quer uma água com gás. Bufei ao terminar de pedir. — Traga também queijos variados e outros aperitivos. Comer ainda é importante, pensei comigo. O rapaz saiu e fitei Marian, que parecia observar o ambiente em volta.

— Deveria pedir algo com álcool, você está muito tensa. Seu olhar se inflamou. — É muito normal toda essa situação, tsc, tsc...

— O que está errado? — Não é óbvio? Eu não deveria estar aqui com você, fazendo de conta que isso é normal. Não somos amigos, nem arco-íris, nem coloridos nem furta-cores. Era para ser apenas uma loucura, uma noite. E agora tenho que trabalhar lutando para não lembrar que o “meu chefe” me fodeu de formas incríveis... Honestidade. Era disso que eu estava falando. Relaxei um pouco, largando-me na cadeira confortável.

— Se o problema é lembrar, nós podemos dar um jeito e refazer tudo de novo, para você não ter que ficar relembrando. Ela me olhou com descrença. — Isso é assédio, Rafael! Porra, assédio não. Respirei fundo. — Não, Marian. Eu não estou te forçando, muito menos te coagindo. Como disse, você só fará aquilo que quiser. ― Dei uma bela olhada nas pernas cruzadas à minha frente, agitando-me ainda mais. Não houve tempo para resposta. As bebidas e os aperitivos haviam chegado. Tomei um pouco da bebida, sentindo o relaxamento em mim. Sim, era disso que eu estava falando. Ficamos conversando um pouco e vi

Marian suavizar a tensão em seu rosto. Algum tempo depois, pedi que chamassem um taxi para ela enquanto pagava a conta. Caminhamos para a rua e aguardei o taxi chegar junto a ela. — Boa noite, Marian! ― falei, enquanto segurava a porta do carro aberta para ela entrar. Sem se despedir, a moça entrou no carro, e eu já ia fechar a porta quando sua voz soou. — Me acompanha até em casa, amigo? ― Ela me fitou um pouco hesitante. Não precisava pedir duas vezes. Abri a porta e me sentei ao seu lado. — Qual o destino? ― o taxista perguntou. Marian falou o endereço do que acreditei ser a sua casa. Ela estava nervosa, como da vez anterior. Mesmo usando roupas sérias e

comportadas, aquelas saias revelavam as coxas cobertas por uma meia. Lembrei-me das meias que ela usava da última vez. Será que está usando modelos iguais às daquelas? Essa mulher é incrível. Consegue ser tímida e bem séria, mas guarda uma sensualidade que tem me dominado. Vou liberar essa safada guardada dentro dela! Descemos em frente a um prédio simples, num bairro afastado do centro financeiro onde ficava a empresa. Com uma fachada antiga com sancas brancas contornando janelas e sacadas. As paredes num amarelo claro lembravam a arquitetura da década de 50. O gradeado em volta do prédio era branco e dava visão para um jardim bem cuidado e várias

garagens ocupadas no térreo. Marian tirou uma chave e abriu o portão de pedestre. Passamos pela porta principal, que mais uma vez foi desativada pela moça. — Quanta segurança! ― brinquei. — Não temos guardas armados aqui, então tem que ser assim. ― Ela se explicou.

Isso é tudo que está disponível no momento.

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Lista de capítulos

36 capítulos no total

  1. Capítulo 1Capítulo 1 Capitulo 1
  2. Capítulo 2Capítulo 2 Capitulo 2
  3. Capítulo 3Capítulo 3 Capitulo 3

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