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Capítulo 2 Meu mercenário- Livro 4

Tento me comunicar adequadamente para não a deixar ainda mais em pânico. Contorcendo o corpo por baixo do meu, sinto o tecido do jeans roçando nas minhas bolas causando um atrito delicioso. Porra, ela vai pensar que sou um tarado pervertido. Respiro fundo. — Escuta aqui, se eu te soltar, promete não gritar e conversar civilizadamente? Caso contrário, serei obrigado a cortar sua língua. Se você entendeu, balance a cabeça. — Garota esperta, tiro a mão de cima da boca. — Por acaso isso esfregando na minha perna é seu membro ereto? Sabe? Aquilo? Oh, meu Deus você ia se masturbar, que pervertido — questiona com as bochechas ficando coradas. E não é que a maluca é realmente muito bonita, ou foi seu jeito tímido que a deixou mais encantadora. — Oh, perdão, eu vou pegar uma toalha. Você espera aqui, entendeu? — Sim. Puxo a porta do armário, opto por um roupão de seda preto. Como se fosse um cãozinho obedecendo ao dono, permanece deitada na cama. Definitivamente essa mulher ganhou minha atenção. Ando pelo quarto, coço o queixo, digamos ser um hábito que tenho quando estou com dúvidas. Poderia simplesmente interrogá-la, mas caso realmente não tenha visto nada no beco, irei somente alarmá-la despertando sua curiosidade. Seus olhos castanhos acompanham cada movimento do meu corpo. Confesso que a ver deitada na cama tão frágil e indefesa, desperta a fera adormecida dentro de mim. Recordo-me muito bem das curvas dos seios, a bunda. Talvez devesse seduzi-la, ter uma noite quente com muito sexo e depois despachá-la. Analisando a situação se realmente soubesse de algo já teria falado, e estaria tremendo de medo de levar um tiro no meio dos olhos. — Qual seu nome? — questiono por pura e simples curiosidade. — Meu... Meu... É... Maria Luiza — gagueja amedrontada. — Bonito nome. Você é brasileira? Estou certo? Balança a cabeça positivamente. O gato comeu a língua dessa mulher? Tem alguém doido para comer algo, e pode apostar que não é um gato. É um animal feroz, sedento de desejo. — Sim, como sabe? Je vais là-bas, ou como dizem os brasileiros, vou á lá. Até que enfim começou a fazer perguntas, o que pode significar duas coisas. Ou Maria Luiza está fingindo somente para arrancar informações sobre mim, ou estou ganhando sua simpatia e confiança. Vamos torcer para ser a segunda opção, caso contrário, irei desovar seu corpo em pedaços pela cidade de Paris.         Capítulo 2

Engulo em seco, os olhos desse homem me encaram sem ao menos piscar. Tenho a sensação de que se levantar dessa cama, irei ser apunhalada. Sabia que não devia ter usado as passagens que ganhamos de presente como lua de mel. Contudo, precisava fugir, pensar sobre como Mateus cancelou nosso casamento faltando somente três dias. Imagina como fiquei? A encalhada de vinte e cinco anos que perdeu o segundo noivo. Talvez o problema seja comigo. O primeiro noivo me trocou pela madrinha, que por acaso era minha melhor amiga, safada. Não posso nem a culpar, ele era lindo, rico e sensual demais para resistir. Agora o Mateus, esse sem- vergonha de pinto pequeno, ah, pequeno e torto. Parecia que estava fazendo sexo com o the flash, se durasse três minutos a minha sherolayne soltava fogos de artificio, comemorando. Okay, foco, Malu. Isso é passado, esse homem na sua frente é o presente. Sinto as bochechas arderem ao lembrar o que vi no banheiro através do box de vidro. Foi tudo tão rápido, mas não é como se não tivesse como notar o tamanho e a grossura. Toma juízo mulher, isso não é coisa de se pensar em um momento de crise. Provavelmente nem estará viva até amanhã. Droga, droga, droga. Vou gritar por socorro, não, espera. Ele me ameaçou cortar algo se gritasse, não lembro muito bem, já que só consegui focar no seu... Seu... Órgão genital esfregando na minha perna. Correr? Ah, claro, sou quase uma atleta de corrida 100km, acorda, Maria Luiza, ele te pegaria antes mesmo de chegar à porta. Só preciso descobrir o que quer comigo, e sair daqui o mais rápido possível. Lentamente, levanto o tronco, sentando-me na beira da cama. Limpo a garganta, passo as mãos nos cabelos ajeitando-os, para não ficar com a cara da maluca da faquinha de pão. — Então, é eu disse meu nome. E você não disse o seu. — Pierry. — Só pode ser brincadeira, eu imaginei um nome grande, que fizesse jus algumas partes do seu corpo, mas Pierry? — Pierry? — Parece que ficou decepcionada — questiona, sentando-se ao meu lado. Lentamente deslizo a bunda na colcha de cetim, afastando-me um pouco. Criando uma distância segura, como se isso fosse possível. — Imagina, eu? Jamais. — Abro um sorriso falso e amarelo. — Vamos direto ao ponto. Você me trouxe bêbada ao seu apartamento, ficou... Sabe... — Aponto para a parte baixa do roupão. — Ficou pelado na minha frente. Maluco? Estuprador? Sequestrador? Já aviso que minha família é pobre. Só estou aqui porque fui abandonada pelo meu ex-noivo. Sabe como é? Ele disse que eu era certinha demais, que homens gostam de mulheres picantes. — Droga, droga, repreendo-me mentalmente, sempre falo demais quando estou nervosa. — Desculpa, eu, só estou com medo. — Primeiramente, foi você que parou na minha frente alegando que tinha visto alguma coisa e me acusando. Sinceramente não entendi metade do que falava. Quando tentei desviar me segurou pelo braço e simplesmente desmaiou. Por isso está aqui. Não sou maluco, estuprador e muito menos sequestrador. É, faz sentido, mas estou em um país estrangeiro, com um desconhecido, e para piorar a situação ainda sinto que o álcool está percorrendo minhas veias. Já que resolvemos o mal-entendido, posso simplesmente ir embora para o meu hotel, e me esconder embaixo da cama de vergonha. Apoio as mãos em cima do colo, batendo os dedos, impaciente. Seu olhar me incomoda, parece que consegue ver a alma. Encarando-me desse jeito, estou começando achar que mentiu sobre ser maluco. Ouço o som da campainha tocando. É como melodia de Beethoven aos meus ouvidos. É a oportunidade que estava esperando para fugir desse homem. Levanto rapidamente, e acompanhando cada gesto como se estivesse me imitando, Pierry também se levanta. — A comida chegou, pedi para você também. Espero que não se incomode. — Na verdade, não estou com fome, muito gentil da sua parte, mas está na hora de ir embora. É minha bolsa, você...? — Não, não estava com você — respondi. — Oh, deve estar no hotel. Então, foi um prazer Pierry. Até mais. Disfarçando, sigo rapidamente em direção à porta de saída do quarto. Acelero os passos praticamente correndo, quando estou a centímetros de abrir a fechadura da minha liberdade. Sinto mãos fortes puxando-me para trás, pressionando-me contra a parede usando o corpo. Com uma de suas mãos cobre minha boca. Arregalo os olhos assustada. Aproximando a boca do meu ouvido, sussurra: — Esqueceu-se do nosso acordo? Se gritar, ou tentar sair por essa porta. Talvez, só talvez, me torne violento. Se entendeu, pisque os olhos duas vezes. Mafioso? Só pode. Serei protagonista de algum filme de mafioso? Não me importaria nem um pouco se o homem chamasse “Massimo”. Mas, não. Pierry. Nem tudo é perfeito. Faço o que pede, pisco os olhos repetidamente. — Boa garota. — Solta-me e sinto seus dentes mordiscando de leve o lóbulo da minha orelha. Estuprador, com certeza. Mas por que alguém como ele precisa fazer isso? Qual a lógica? Qualquer mulher gostaria de sentar em cima daquele monumento. Observo enquanto se afasta para atender o entregador. Continuo no mesmo lugar, paralisada na parede. A porta se abre mais para entrar um carrinho com comida e bebida no quarto. Esfrego as mãos trêmulas no rosto tentando aliviar a tensão que percorre meu corpo. O lado engraçado da minha vida, é que sempre sonhei em casar e construir uma família. Ter uma casa com um grande quintal para que as crianças pudessem brincar. Dois filhos, ser filha única não é bom, senti na pele o quanto é ruim. Em noites frias queria ter o homem que amo ao meu lado para aquecer meus pés, e conversarmos sobre assuntos aleatórios de trabalho, fofocas do círculo de amigos. Mas, acho que é somente um sonho que pode acabar essa noite através desse homem. Alguns me acham patética, outros dizem que tenho um grande coração, sei que no fundo sentem pena da pessoa deplorável que me tornei. Fecho os olhos, enquanto as lágrimas insistem em descer dos olhos umedecendo minha pele. Sou pega de surpresa quando suaves dedos tocam meu rosto, enxugando-o. Abro-os imediatamente, e então, ele está ali em pé na minha frente, usando seu roupão preto, observando-me. Não com piedade, pena, ou qualquer sentimento que faça me sentir pior do que estou. Pode ser somente o álcool tomando conta das minhas ações, ou sou eu Maria Luiza Cavalcante, quero nesse instante beijar a boca desse desconhecido. É como se Pierry lesse meus pensamentos. Em dois passos largos, seu corpo está novamente me pressionando contra a parede. Sua boca vai de encontro à minha, devorando os lábios. A sua língua dança dentro da minha boca, provocando arrepios sobre a pele. Seu quadril roça no meu, esfregando o seu grande pau duro por cima do tecido. Sinto-me à vontade, devassa, tarada. Desço as mãos até o nó do roupão e o puxo, abrindo-o, caindo aos seus pés. As unhas marcam a pele das suas costas. Rapidamente abre o botão da calça, puxando-a para baixo junto com a calcinha. Pierry desce a mão até minha boceta úmida, acariciando o clitóris com sua palma. Gemo alto, mas enlouqueço quando de repente, enfia seus dedos no meu centro. — Oh, meu Deus — suplico desejosa Os movimentos de vai e vem, entrando e saindo. Esse homem com os dedos consegue me dar mais prazer que qualquer outro usando o pinto. Mordo os lábios, e pressiono ainda mais as unhas. Girando-me rapidamente, coloca meu rosto apoiado contra a parede. Ergue uma perna, segurando-a suspensa no seu braço apoiado na parede. — Você toma remédio? — questiona, fungando no meu pescoço. — Sim — respondo ofegante. Sem aviso, sinto seu pau entrando na minha boceta. Expandido, alargando-a. Um misto de dor com prazer. Segurando meu quadril com força, bate contra o seu diversas vezes. Entrando, saindo, entrando, saindo. Estou a ponto de gozar. — Não, ainda não. — Pierry enrola meu cabelo em sua mão, puxando a cabeça para trás. E com a outra mão agarra a nádega, dando-lhe um tapa. Ofego gemendo, enlouquecida de prazer, sentindo um grande vazio quando recua alguns passos para trás. Mas somente o tempo suficiente para ele me suspender no ar. Enrolo as pernas na sua cintura, sentando no seu pau. Puxando os botões da minha blusa com os dentes, ele consegue me deixar somente de sutiã. Enfiando o rosto entre meus seios, continua os movimentos entrando e saindo de mim. Sua língua entra no sutiã, lambendo o bico entumecido. Minhas costas batem forte contra a parede, meus gritos misturados com gemidos podem ser ouvidos por todo o corredor, mas não resisto a cada vez que o sinto entrando forte e duro. Mais, mais, mais, não resisto, minha boceta se contrai apertando o membro rígido, e atinjo o orgasmo. Os urros roucos e ofegantes de Pierry indicam que gozou logo em seguida. Apoio a testa na sua respirando fundo. Nossos olhos se encontram, a eletricidade percorre meu corpo, e tenho certeza de que por sua expressão aconteceu o mesmo com ele. Vejo que engole a saliva, e como sempre o sonho acabou. Rudemente, coloca-me no chão, pegando seu roupão. Faço o mesmo erguendo a calça sem ao menos limpar a bagunça. — Acho melhor você ir embora, agora. — Aponta para a saída como se eu fosse um cachorro. — Desgraçado — resmungo baixo. Sem olhar para trás, saio do apartamento. Seguro a frente da minha blusa, já que aquele cretino fez questão de estragá-la. Oh, droga, meu casaco ficou na sala. Mas prefiro morrer congelada em Paris, a encontrar aquele... Aquele... Não tenho nem palavras. Nunca me senti tão humilhada. Nunca mais quero encontrar esse nojento na minha vida.      Capítulo 3

Três anos depois...

Sorvo um gole do meu drink servido pela aeromoça da primeira classe dentro do avião. Seus seios volumosos se destacam no tecido do uniforme. E essa saia, essas companhias áreas são inteligentes, sabem como manipular os clientes, fidelizando passageiros. Qual o homem que não quer viajar apreciando uma bela paisagem erótica? Disfarçando como se não tivesse notado que estou encarando-a, a morena sorri timidamente com os lábios fartos, provavelmente deliciosos. Há comentários que as mulheres brasileiras são as mais lindas do mundo, confesso que não nego que concordo. Curvas perfeitas, seios, pernas grossas, e aquela bunda saudosa com gingado latino. Cruzo as pernas, coçando os lábios com a ponta do dedo. Estou hipnotizado. Okay. Okay. Primeiro negócios, depois prazer. Minha viagem ao Brasil é devido ao contrato de trabalho milionário. Há muito tempo não surgia uma oportunidade tão lucrativa e perigosa. A melhor sensação do mundo é a adrenalina percorrendo o corpo, enquanto escapa, depois do dever cumprido. Decido ler novamente o e-mail do contratante conferindo os detalhes, será mais produtivo. Meu pai sempre me ensinou algo muito valioso. Primeiro pense com a cabeça de cima, e depois com a debaixo. Velho sábio, ensinou-me tudo que sei sobre minha profissão. É engraçado pensar que ele era um patriota que protegia seu país com a própria vida. Infiltrando-se em gangues de mafiosos, viajando para lugares perigosos, arriscando tudo que tinha para cumprir o seu dever. E então, o que ele recebeu em troca? Medalhas inúteis e uma esposa debaixo da terra. Esther, minha mãe. Assassinada diante dos olhos do seu filho com apenas seis anos de idade. Quando você é uma criança de olhos brilhantes e sorriso radiante, apaixonado pela mulher mais importante de sua vida, vê-la ser esfaqueada, e morrer sangrando no chão da cozinha, digamos, não é uma lembrança agradável. Fecho os olhos por um momento, engolindo o sabor amargo da saliva. Nunca conheci alguém com tamanha coragem como ela. Ainda me recordo de suas últimas palavras: — Seja forte, meu capitão tesouro — sussurrou. Capitão era como me chamava quando saíamos para velejar durante o verão. Suas mãos banhadas em sangue, acariciando meu rosto. Os olhos marejados em lágrimas, e nos lábios um fraco sorriso. Até mesmo em seu último suspiro tentou acalentar-me. É o esperado de uma verdadeira mãe.

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21 capítulos no total

  1. Capítulo 1Capítulo 1 Meu mercenário- Livro 4
  2. Capítulo 2Capítulo 2 Meu mercenário- Livro 4
  3. Capítulo 3Capítulo 3 Meu mercenário- Livro 4

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