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Capítulo 2

Madison

A presença de Alexander era avassaladora. Sua colônia me envolvia, com um toque de especiarias picantes e algo terroso.

Quando ele se inclinou, meu pulso acelerou, nossos rostos a poucos centímetros de distância.

"Então você veio", ele murmurou.

"Senhor Knight, o que está acontecendo?", perguntei com a voz trêmula. Coloquei a mão no seu peito, na intenção de afastá-lo, mas tudo o que senti foram os músculos definidos sob sua camisa.

De repente, ele segurou minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus e os pressionando contra a parede. O calor do seu toque era eletrizante, se espalhando por todo o meu corpo.

Minha respiração ficou ofegante e meu coração começou a bater forte nos meus ouvidos.

"Então você veio mesmo", sussurrou ele com a voz rouca. Seu olhar percorreu meu rosto, parando nos meus lábios enquanto senti sua respiração quente na minha bochecha.

"Você... está bem?", gaguejei.

Suas pupilas estavam mais dilatadas do que o normal, quase consumindo o azul das suas íris. Havia algo de errado com ele. Será que estava drogado?

"Estou mais do que bem." Ele se aninhou no meu pescoço, seus lábios roçando na minha pele. "Você é perfeita."

"Acho que você precisa de ajuda médica..."

Ele não me deixou terminar, pois sua boca tomou a minha e me fez perder o rumo. O beijo foi feroz, desesperado e cheio de uma fome que me deixou sem fôlego. Sua mão livre encontrou minha cintura, me puxando para perto dele.

Minha razão gritava para que eu o afastasse e pedisse ajuda, mas então sua língua invadiu minha boca e meus joelhos fraquejaram. Segurei-me nos seus ombros para não cair, meus dedos cravados no tecido fino do seu terno.

Seu beijo se intensificou, me deixando incapaz de pensar ou respirar, até que um gemido escapou dos meus lábios.

Minhas mãos deslizaram por seus ombros e costas, sentindo os músculos tensos se contraírem sob o meu toque.

Seu aperto na minha cintura se intensificou e, quando me dei conta, ele me conduziu em direção ao quarto. Tropeçamos pelo caminho, mas nossos lábios não se separaram em momento algum, até que a parte de trás dos meus joelhos bateu na cama king-size. Ele me empurrou suavemente para o colchão, se posicionando sobre mim com seus olhos ferozes.

"Tire", ele ordenou, começando a puxar minha blusa para cima.

Com os dedos trêmulos, comecei a desabotoá-la. Finalmente, consegui tirá-la.

Com um olhar sombrio, ele puxou as alças do meu sutiã.

Quando ele se inclinou para mim, arqueei minhas costas, ofegante.

Sua mão livre desceu, deslizando para dentro da minha calça, e um choque intenso percorreu meu corpo.

"Porra", gemi, enquanto meus dedos se entrelaçavam nos seus cabelos e eu o puxava para mais perto.

Com um movimento rápido, ele puxou minha calça e calcinha para baixo, depois afastou minhas coxas.

Gritei.

"Você está tão molhada", ele murmurou, quase para si.

Antes que eu pudesse responder, ele tirou o cinto e abriu o zíper da calça rapidamente, sem se dar ao trabalho de tirar a roupa, me deixando completamente sem fôlego.

Quando ele se posicionou entre minhas pernas, me contorci.

Enquanto ele se movia contra mim, minhas unhas se cravavam nas suas costas.

Sua boca encontrou a minha novamente num beijo desesperado. Suas mãos seguravam meus quadris e nossos corpos se moviam juntos, em meio aos nossos gemidos e respirações ofegantes.

"Deus, você é incrível", ele rosnou, sua respiração quente e irregular.

Continuamos nesse ritmo, e senti a tensão aumentar dentro de mim. Quando ele impulsionou os quadris, gritei, meu corpo inteiro se contraindo.

"Estou quase lá, Alexander", ofeguei, minhas unhas arranhando suas costas.

Minha voz o estimulou ainda mais, o fazendo se mover com mais frenesi. Segurei-me nos lençóis, tentando me agarrar a algo.

"Sim", ele gemeu, seu ritmo se tornando cada vez mais intenso. "Goze para mim."

Seu incentivo me levou ao limite. Com um grito final, me desmanchei, enquanto ondas de prazer me invadiam.

Foi então, quando a intensidade começou a diminuir, que o ouvi murmurar: "Porra, Katherine."

Congelei, e minha mente entrou em um turbilhão. Katherine?! Quem diabos era Katherine?

No entanto, não pude pensar nisso por muito tempo, pois ele ainda estava se movendo dentro de mim. Apesar da minha confusão, meu corpo excitado reagiu, e outra onda já estava se formando.

"Katherine, você é tão gostosa." Ele penetrou em mim pela última vez, soltando um gemido gutural. Seu corpo tremia, provocando outra onda que me deixou sem fôlego.

À medida que a névoa do prazer se dissipava, a realidade me atingiu em cheio. Alexander havia chamado o nome de outra mulher! Ele nem sequer sabia quem eu era!

Enquanto ele desabava ao meu lado na cama, sua respiração pesada, olhei para o teto, minha mente acelerada. Quem era Katherine? Ela também trabalhava para ele ou era apenas uma das suas muitas amantes? Esse pensamento me atormentava como uma coceira irritante que não conseguia aliviar.

Com as pernas ainda trêmulas, me livrei do seu braço.

Os roncos suaves de Alexander enchiam o quarto enquanto eu pegava minhas roupas espalhadas. Era óbvio que ele iria desmaiar, típico dos homens. Pelo menos ele não havia me chamado de "amor" ou de algum outro apelido genérico. Não, ele havia me chamado de "Katherine", como se eu fosse ela...

Cambaleando, fui até o banheiro e fiz uma careta ao me olhar no espelho. Meu cabelo, que eu havia alisado com tanto cuidado, agora parecia um ninho de pássaros, e meu batom... bom, estava completamente borrado.

Enquanto me limpava, comecei a pensar na pilha de Acordo de Confidencialidade na gaveta da minha mesa, todos das mulheres que haviam passado pela vida de Alexander Knight.

"Pelo menos não precisei elaborar meu próprio Acordo de Confidencialidade", murmurei para mim mesma. Ser assistente de Alexander significava limpar suas bagunças e providenciar flores e presentes de "desculpas" para o desfile de modelos e socialites que ele deixava para trás. Mas e Katherine? Esse nome não estava em nenhum dos meus arquivos.

Após arrumar minha roupa, verifiquei meu celular e vi que eram 22h27. Provavelmente o médico ainda estaria acordado. Procurei nos meus contatos e encontrei o número do doutor Peterson. Meu polegar pairou sobre o botão de chamada enquanto os roncos de Alexander ecoavam do quarto.

"Doutor Peterson? Desculpe incomodar tão tarde." Mantive a voz firme e profissional. "É Madison Harper, assistente do senhor Knight."

"O que ele fez agora?" O doutor Peterson suspirou.

"Ele parece drogado. Pupilas dilatadas, comportamento incomum. Encontrei ele assim quando vim entregar alguns documentos urgentes." A mentira saiu com uma facilidade assustadora.

"Drogado?"

"É possível. Ele está dormindo agora, mas..."

"Estarei aí em vinte minutos."

"Obrigada, doutor." Encerrei a ligação e coloquei o celular no bolso.

No quarto, Alexander estava deitado na cama desarrumada como uma estátua grega caída, seu terno amassado e sua calça ainda aberta.

"Tá bom. Hora de te deixar apresentável", murmurei, observando a cena.

A mesa de cabeceira havia se deslocado um metro para a esquerda, e um vaso decorativo estava na beirada. Como foi que não o quebramos?

Aproximei-me do corpo adormecido de Alexander.

"Não se atreva a acordar", murmurei, estendendo a mão para o zíper da sua calça. Meus dedos tremiam enquanto tentava colocar sua camisa para dentro rapidamente e fechar a calça. Colocar o cinto foi mais complicado, já que passá-lo pelos passadores enquanto ele estava como um peso morto exigiu algumas manobras criativas.

De repente, sua cabeça caiu para o lado. "Mmm... Katherine..."

Irritada, puxei o cinto com mais força do que o necessário. "Sim, sim. Katherine. Seja lá quem for ela."

Nesse momento, a campainha tocou. Merda! O doutor Peterson chegou mais cedo.

Corri para arrumar a mesa de cabeceira e a coloquei no lugar. Após uma rápida olhada no quarto, vi que nada mais parecia estar fora do lugar. Peguei um travesseiro e o coloquei sob a cabeça de Alexander, tentando dar a impressão de que ele havia apenas cochilado.

O doutor Peterson entrou, com sua maleta médica na mão. "Boa noite, senhorita Harper."

"Doutor. Obrigada por ter vindo tão rápido." Apontando para Alexander, continuei: "Encontrei ele assim quando vim entregar alguns documentos urgentes."

O médico se ajoelhou ao lado da cama e verificou o pulso de Alexander. "Alguma ideia do que ele possa ter tomado?"

"Nenhuma. Ele parecia... fora de si." Essa foi a subestimação do século. "Pupilas dilatadas, comportamento estranho."

O doutor Peterson ergueu as pálpebras de Alexander e acendeu uma pequena lanterna. "Provavelmente alguma droga de festa. Embora seja improvável que ele se entregue a esse prazer sozinho."

"Devo chamar a segurança? Ou o motorista dele?"

"Não precisa. Ficarei até que ele se recupere." Após dizer isso, ele pegou um medidor de pressão arterial. "Pode ir para casa, senhorita Harper. Cuido dele a partir de agora."

Acenei com a cabeça, pegando minha bolsa. "Claro. Obrigada novamente."

Corri para o elevador, e vi que meu reflexo nas portas de metal parecia quase normal, exceto pelos meus lábios inchados e bochechas coradas.

O ar frio da noite atingiu meu rosto quando chamei um táxi, precisando ir para casa e pensar.

"Para onde?", perguntou o motorista.

"Para qualquer lugar, menos aqui." Percebi seu olhar preocupado pelo retrovisor. "Desculpe. Para 42nd e 8th, por favor."

Enquanto as luzes da cidade passavam embaçadas, me perguntei como enfrentaria Alexander no dia seguinte.

Será que ele se lembraria? E, mais importante, quem diabos era Katherine?

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  1. Capítulo 1Capítulo 1
  2. Capítulo 2Capítulo 2
  3. Capítulo 3Capítulo 3

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